Mundo

Estudantes exigem funeral de Estado para dois colegas

Os estudantes da Universidade de Kinshasa (UNIKIN), na República Democrática do Congo (RDC),  deram segunda-feira ao Governo de Joseph Kabila um ultimato de 48 horas para os professores retomarem as aulas. Reivindicam também um “funeral de Estado” para os dois estudantes mortos.

Fotografia: DR

Os professores da UNIKIN estão em greve desde 8 de Outubro, para exigir melhores salários e respeito à lei que estabelece a eleição do reitor pelos seus pares, uma disposição cuja aplicação acusam o ministro do Ensino Superior, Steve Mbikayi, de impedir.
Os estudantes da UNIKIN começaram a manifestar-se pacificamente no Campus Universitário a 12 de Novembro, para pedir aos professores o regresso às aulas. Mas a Polícia, chamada pela Reitoria da UNIKIN para dispersar os manifestantes, disparou balas reais contra os jovens. Um deles, o estudante de Engenharia Informática Hyacinthe Kimbafu, não resistiu aos ferimentos e acabou por morrer na “University Clinics” a 15 de Novembro.
Depois disso, os estudantes voltaram a reunir-se no campus para protestar contra a morte do co-lega. Para dispersar os manifestantes, a Polícia, uma vez mais, disparou balas reais, que resultaram na morte de um segundo estudante, Rodrigue Eliwo, que se estava a licenciar em Biologia, e no ferimento de  pelo menos sete outras pessoas. A polícia  anunciou que o agente que atirou contra primeira vítima mortal já se encontra detido.

Tempo

Multimédia