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Ex-ministro da Saúde responde em tribunal

A Procuradoria do Tribunal Supremo congolês interrogou hoje, em Kinshasa, o antigo ministro da Saúde, Oly Ilunga, num inquérito sobre a utilização e eventual desvio dos fundos públicos para o combate ao ébola, noticiou a AFP.

Oly Ilunga está a ser ouvido pelo tribunal por desvio de fundos
Fotografia: DR

Ilunga opunha-se à introdução de uma segunda vacina por actores que considerava “sem ética.” Numa circular, não autorizou a utilização da vacina do laboratório belga Janssen, filial da americana Johnson & Johnson.
Nomeado em Dezembro de 2016, Oly Ilunga demitiu-se a 22 de Julho, por se considerar desautorizado pelo Presidente Félix Tshisekedi, que lhe retirou a condução do combate ao ébola.
O Chefe de Estado congolês confiou a coordenação do combate à epidemia a Jean-Jacques Muyembe, director do Instituto  de Pesquisa Biomédica de Kinshasa (INRB).
Segundo dados publicados pelas autoridades sanitárias congolesas, um total de 205.321 pessoas foi vacinado com o “VSV-ZEBOV”, fabricado pelo grupo americano Merck.

Coligação com o Burundi
Seis províncias fronteiriças do Burundi e a província do Kivu do Sul, na RDC, decidiram criar uma coligação de luta contra a epidemia de ébola que assola o leste da-quele país há mais de um ano. Este anúncio foi feito num comunicado divulgado no termo de uma reunião realizada terça-feira em Bujumbura, entre os governadores de seis províncias burundesas (Bubanza, Cibitoke, Bujumbura-Rural, Bujumbura-Mairie, Rumon-ge e Makamba) e Theo Ngwabidje Kasi, governador da província do Kivu do Sul, recentemente afectada pela epidemia.

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