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Executados os autores de ataque em Mogadíscio

A Somália anunciou hoje a execução de três homens condenados pelo ataque a um hotel da capital, Mogadíscio, em 2017, que causou a morte a 18 pessoas e ferimentos em várias dezenas.

Al Shabab assume a autoria dos atentados na Somália
Fotografia: DR

Segundo a AFP, o anúncio foi feito pelas Forças Armadas, que adiantaram que os homens foram fuzilados por um pelotão numa esquadra da Polícia em Mogadíscio.
Os homens foram condenados por participar no ataque ao hotel Nasa-Hablod, que causou a morte a 18 pessoas e feriu outras 47. Os três condenados eram membros do grupo extremista islâmico al-Shabab e foram detidos durante o assalto ao hotel.
Surgido na Somália, o al-Shabab, aliado da al-Qaeda, foi expulso da capital somali há vários anos, mas os rebeldes continuam a operar nas zonas rurais e frequentemente fazem ataques violentos a hotéis e mercados em Mogadíscio.
Enquanto isso, o enviado especial da ONU na Somália, James Swan, visitou a região semi-autónoma de Puntland, onde se encontrou com o líder local, Said Abdullahi Deni e membros do seu gabinete, com os quais analisou a questão de uma solução pacífica sobre as zonas de Sool e de Sanaag.
“Estamos preocupados com a persistência, nos últimos seis meses, de combates esporádicos que tiveram lugar nos sectores de Sool e de Sanaag”, declarou Swan, num comunicado publicado ontem através da Reuters depois da visita, acrescentando que os actos só exacerbaram a tensão na região.
O diplomata norte-americano exortou os dirigentes do Puntland e da Somalilândia a procurarem uma solução pacífica ao diferendo”. Desde 2002, os dois Estados regionais somalis do Puntland e da Somalilândia lutam pelo controlo de algumas zonas contestadas do Norte da Somália.
Swan chegou no passado dia 25 de Junho à Somália, como enviado especial da ONU e chefe da Missão de Assistência da ONU na Somália (MANUSOM).
          Putland tem como capital Garowe e foi fundado em 1998, sendo o mais antigo Estado regional da Somália.

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