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Executados responsáveis pela morte do procurador

Nove homens condenados pelo assassinato do procurador-geral do Egipto em 2015, no Cairo, foram executados por enforcamento, indicaram fontes dos serviços de segurança e judiciais citadas pela agência noticiosa AFP.

Fotografia: DR

O Tribunal de Apelo tinha confirmado, em 25 de Novembro, as condenações à morte das nove pessoas pelo assassinato de Hicham Barakat, o mais alto magistrado da Procuradoria egípcia, morto na explosão de um carro armadilhado à passagem da sua coluna na cidade do Cairo.
Algumas Organizações Não Governamentais denunciaram as execuções, afirmando que “executar homens condenados em processos repletos de alegações de tortura não é justiça, mas um testemunho da amplitude da injustiça no país”.
O ataque contra o procurador-geral não foi na altura reivindicado, mas a Polícia anunciou de seguida a detenção de membros da Irmandade Muçulmana, organização definida como “terrorista” pelas autoridades do Cairo.
Barakat tinha ordenado, no mandado, a comparência perante os tribunais de milhares de presumíveis membros da Irmandade Muçulmana e de simpatizantes do antigo Presidente eleito Mohamed Morsi, deposto num golpe militar em 3 de Julho de 2013. Desde a destituição de Morsi, diversos grupos multiplicaram os atentados violentos contra as forças de segurança, enquanto centenas de partidários da Irmandade Muçulmana, incluindo o próprio Presidente deposto foram condenados à morte ou a pesadas penas de prisão.
A forma como decorreram diversos processos foi criticada pela ONU e organizações de defesa dos direitos humanos. No caso do procurador-geral, um tribunal de primeira instância tinha pronunciado, em 2017, a pena capital.

 

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