Mundo

Extradição de Chang foi adiada para Abril

O tribunal sul-africano de Kempton Park, arredores de Joanesburgo, decidiu ontem de manhã adiar para 8 de Abril a decisão sobre a extradição para os Estados Unidos do ex-ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang. A decisão foi tomada pelo juiz William Schutte que, no entanto, não avançou as razões do adiamento.

Antigo ministro moçambicano está detido em Joanesburgo
Fotografia: DR

O mesmo juiz decidiu, também ontem, dar continuidade à audição sobre o pedido dos EUA para a extradição de Chang, quando a defesa pedia uma decisão política.
Só depois do tribunal decidir sobre o pedido dos Estados Unidos é que poderá ser analisada a solicitação das autoridades moçambicanas, que também apresentaram na Justiça sul-africana um pedido para a extradição do seu antigo ministro das Finanças.
“Os pedidos têm de ser tratados em separado. O pedido da defesa (intervenção da autoridade executiva) é prematuro. É uma questão de justiça”, afirmou o juiz William Schutte, ao ler ontem a decisão sobre o pedido dos advogados de defesa de Chang, que solicitaram na semana passada uma decisão do Chefe de Estado sul-africano sobre os procedimentos do tribunal no processo de extradição iniciado pela Justiça norte-americana.
Em declarações aos jornalistas, o adido de segurança da Embaixada de Moçambique em Pretória, Abel Nuro, confirmou que o pedido de Moçambique só será analisado depois o dos Estados Unidos. Sobre o apoio que está a ser prestado a Chang pelas autoridades moçambicanas, o responsável referiu que é “tudo aquilo que é necessário”.
“Estamos a dar apoio moral, apoio físico, visita, tudo aquilo que é necessário quanto ao nosso cidadão”, adiantou.
O deputado e antigo ministro das Finanças Manuel Chang encontra-se detido na África do Sul desde 29 de Dezembro de 2018 à luz de um mandado internacional emitido pela Justiça dos Estados Unidos, que pede a sua extradição, no âmbito da sua investigação às dívidas ocultas em Moçambique.

Tempo

Multimédia