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Félix Tshisekedi confirmado como novo Presidente da RDC

Victor de Carvalho

O Tribunal Constitucional anunciou às primeiras horas de hoje que indeferiu o recurso apresentado pelo candidato Martin Fayulu, confirmando desse modo que Félix Tshisekedi é o novo Presidente da República Democrática do Congo (RDC)

Fotografia: DR

Esta decisão, que confirma os resultados provisórios das eleições presidenciais de 30 de Dezembro último, surge alguns dias depois de um apelo da União Africana (UA) para a suspensão da proclamação definitiva dos resultados eleitorais no país.

Tal como sucedeu quando a Comissão Nacional Eleitoral Independente (CENI) anunciou os resultados provisórios das eleições presidenciais de 30 de Dezembro, também agora o Tribunal Constitucional escolheu o meio da noite para divulgar a sua decisão em relação ao recurso apresentado por Martin Fayulu, que exigia uma recontagem manual dos  votos.

Na base da sua contestação, Martin Fayulu argumentava que a lei eleitoral havia sido violada pelo facto de não terem sido afixados os resultados no exterior das respectivas assembleias de voto e de terem sido excluídos da votação para as presidenciais os cidadãos de Beni, Butembo e Yumbi.

Fonte diplomática em Kinshasa disse hoje  ao Jornal de Angola que a decisão do Tribunal Constitucional é “estranha” e “intempestiva” pois surge na véspera da prevista chegada ao país de uma delegação de chefes de Estado africanos para se avistar com o Presidente cessante, Joseph Kabila, no âmbito de uma decisão tomada no decorrer da União Africana realizada na quinta-feira em Addis Abeba.

A mesma fonte diplomática sublinhou ao Jornal de Angola que o facto de hoje ter sido domingo dificultou os contactos com as instâncias oficiais do país para apurar sobre se a delegação presidencial africana chegará, ou não, ainda hoje a Kinshasa e se Joseph Kabila estará disposto a recebê-la, uma vez que a decisão do Tribunal Constitucional é “irrevogável” e foge, aparentemente, da esfera de influência política.

 

Depois de ter conhecimento desta decisão do Tribunal Constitucional, Martin Fayulu reafirmou ser o “legítimo Presidente da RDC”, insistindo em dizer que não aceita a derrota, agora imposta por uma “justiça corrupta”, apelando o povo para que saia à rua e se manifeste contra o “golpe eleitoral”. Martin Fayulu insiste em dizer que existe um “acordo” entre Joseph Kabila e Félix Tshisekedi para uma futura “partilha do poder”, afirmação que o novo Presidente eleito desmente.

 

 

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