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Forças anti-Haftar lançam contra-ataque

As forças leais ao Governo de União Nacional (GNA), sediado em Tripoli, anunciaram ontem o início de um contra-ataque aos rivais liderados pelo marechal Khalifa Haftar, a Sul da capital líbia, onde os combates redobraram de intensidade.

Fotografia: DR

“Começámos a fase de ataque. As ordens foram dadas às primeiras horas da madrugada para avançar e conquistar terreno”, declarou à AFP Moustafa al-Mejii, um porta-voz da operação militar do GNA.
Pelo menos 180 pessoas morreram e 758 ficaram feridas desde que, a 4 de Abril, começou uma ofensiva do Exército Nacional Líbio do marechal Khalifa Haftar para conquistar Tripoli, segundo um balanço da Organização Mundial de Saúde divulgado na semana passada.
A Casa Branca informou, na sexta-feira à noite que na segunda-feira passada o Presidente Donald Trump “falou, por telefone, com o comandante líbio Khalifa Haftar”.
Na conversa, segundo a Reuters, foram discutidos os “esforços de contraterrorismo” do marechal.
Um comunicado da Casa Branca diz que Trump “reconheceu o papel significativo desempenhado pelo marechal Haftar na luta contra o “terrorismo” e na segurança dos recursos petrolíferos líbios”.
Não foi claro o motivo pelo qual a Casa Branca demorou vários dias a anunciar a existência da chamada telefónica, que teve lugar na segunda-feira, quando a Europa e o Golfo estão divididos sobre um possível avanço que permita recuperar Tripoli das forças militares de Haftar.
Tanto os EUA como a Rússia disseram que não iriam apoiar uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que envolvesse um cessar-fogo.

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