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Fundos para o Egipto retirados da agenda

Os Estados Unidos da América (EUA) decidiram reter 95,7 milhões de dólares norte-americanos em auxílio ao Egipto e suspender mais 195 milhões devido à política do Governo do Cairo contrária aos direitos humanos e às normas democráticas, disseram fontes próximas das autoridades egípcias.

Governo egípcio acusado de ignorar os direitos humanos
Fotografia: Mohamed El-Shahed | AFP

A decisão não afecta o desejo norte-americano de manter à cooperação na área da segurança, mas revela frustração com a posição do Governo egípcio sobre liberdades civis, particularmente uma lei que regula organizações não governamentais e é amplamente vista como parte de uma crescente repressão sobre dissidentes, disseram as fontes, que falaram em condição de anonimato. As autoridades norte-americanas ficaram especialmente descontentes com o facto de o Presidente do Egipto, Abdel Fattah al-Sisi, ter permitido em Maio que a contestada lei sobre as organizações não governamentais entrasse em vigor. Grupos de direitos humanos e activistas disseram que a lei restringe efectivamente o seu trabalho e dificulta a operação de instituições de caridade.
Autoridades egípcias haviam garantido anteriormente às autoridades norte-americanas que a lei, que restringe as actividades das ONG e introduz penas de prisão até cinco anos em caso de incumprimento, não iria avançar.
O Egipto é um importante parceiro dos EUA no Médio Oriente, devido ao controlo do Canal de Suez e à fronteira com Israel.

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