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Governo nega rumores sobre saúde de Obiang

O Governo da Guiné Equatorial confirmou ontem, em comunicado, a ausência no estrangeiro do Presidente da República, Teodoro Obiang, mas negou que se deva a razões de saúde, afirmando tratar-se de uma “viagem privada”

Teodoro Obiang é uma dos mais antigos estadistas do mundo
Fotografia: DR

O comunicado oficial divulgado através da página institucional da Guiné Equatorial informou, “para tranquilidade da opinião pública nacional e internacional”, que o Presidente se encontra no estrangeiro desde dia 18 de Maio, numa “viagem privada a um país amigo”.
O Governo equato-guineense criticou, por outro lado, os cidadãos de países “que se sentem democráticos” e aproveitam os seus direitos para “desacreditar e menosprezar o prestígio, a honra e a dignidade de pessoas físicas e jurídicas”, sublinhando que é seu dever contrariar estes “comentários tendenciosos” que “carecem de qualquer tipo de fundamento”.
O comunicado classificou os relatos que este “tipo de cidadãos” fizeram, usando as redes sociais, para afirmar que Obiang foi levado de urgência para o estrangeiro por razões de saúde, como “abusiva propaganda”, que atribuem àqueles que “eternamente sonham em espalhar o mal e o infortúnio pela nação equato-guineense e seus dirigentes legítimos”.
O Governo salientou a “dura prova” a que foi submetido o Presidente devido à morte recente do seu irmão, o capitão geral Antonio Mba Nguema Mikue, pelo que “não se descarta que esta deslocação do Chefe de Estado ao estrangeiro leve o tempo necessário para recuperar da dor dessa grande perda”.
O comunicado reforçou, ainda, que “qualquer comentário dos inimigos da Guiné Equatorial através das redes sociais” deve ser considerado “vão, vazio, nulo e sem qualquer fundamento”.
Obiang, de 76 anos, é o Chefe de Estado com maior longevidade no cargo no mundo, depois ter tomado o poder em 1979 na sequência de um golpe de Estado.
O irmão do presidente António Mba Nguema Mikue, capitão geral das Forças Armadas e ministro de Estado e da Presidência da República morreu, no início de Maio, num hospital na África do Sul em consequência de doença prolongada.
Em caso de ausência prolongada ou definitiva do país do Chefe de Estado, a função presidencial é assegurada pelo vice-presidente, lugar ocupado pelo filho do Presidente, Teodorin Nguema Obiang, que se encontra actualmente em Joanesburgo onde assistiu à tomada de posse do Presidente sul-africano Cyril Ramaphosa.

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