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Governo descarta reunião com oposição

O Governo do Zimbabwe defende que qualquer tipo de interacção entre o Presidente Emmerson Mnangagwa e figuras da oposição só decorrerão depois das eleições gerais, agendadas para 30 de Julho próximo.

O facto foi avançado pelo porta-voz de Emmerson Mnangagwa, George Charamba, citado pelo jornal zimbabweano “Herald”.
George Charamba respondia assim a um pedido formulado pelo líder do Movimento para Mudanças Democráticas (MDC), na oposição, Nelson Chamisa, para a sua inclusão num Governo de Unidade Nacional.
O líder da oposição confirmou que “de facto pediu ao Presidente Emmerson Mnangagwa para a sua inclusão num Governo de Unidade Nacional”, mas disse que o Chefe de Estado zimbabweano gostaria de considerar uma oferta nesse sentido somente depois da votação.
O Chefe de Estado descreveu a proposta do líder do MDC como uma tentativa de “violar a vontade dos zimbabweanos, em honra de um Governo bilateral, quando tal gesto mais não é que parte de um receio sobre o resultado das eleições”.
A proposta sobre um Governo inclusivo ocorre depois de Emmerson Mnangagwa declarar que o seu partido, a Zanu-PF, continuará no poder, mesmo depois da votação de Julho próximo, no país.
De acordo com a imprensa local ligada à oposição, o Presidente Emmerson Mnangagwa também descreveu os partidos da oposição como “cachorros barulhentos” que não podem fazer um desafio significativo à Zanu-PF.
“A Zanu-PF está no poder. Saibam que nenhuma coisa vai mudar neste país porque o povo vai votar a favor do nosso partido. As eleições de 30 de Julho pertencem à Zanu-PF. Ditamos o que acontece neste país. Temos uma mão forte e a votação já foi ganha por nós”, disse Emmerson Mnangagwa.
Entretanto, milhares de manifestantes do MDC ocuparam ontem as principais ruas de Harare em apoio a exigências para a realização de reformas eleitorais.

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