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Governo queniano recorre ao detector de mentiras

O Governo queniano vai submeter os seus principais funcionários a num detector de mentiras, uma medida que se insere no plano de combate à corrupção no país recentemente anunciado em Nairobi.

 

Esta decisão foi anunciada pelo próprio Presidente Uhuru Kenyatta e servirá para determinar a “integridade das pessoas que trabalham para o Governo”, empenhado numa ampla campanha de combate à corrupção.
“Atingimos um ponto de saturação e no qual há que tomar medidas drásticas para fazer face ao problema da corrupção”, disse Uhuru Kenyatta no momento da apresentação do plano de combate ao problema que afecta a generalidade da sociedade queniana.
Dados recentemente divulgados revelam que mais de 40 mil funcionários públicos do Quénia estão envolvidos em crimes de corrupção. Na semana passada foi divulgado um escândalo que envolve os Serviços Nacionais da Juventude de onde teriam sido desviados cerca de 90 milhões de dólares destinados a pagar serviços, por meio da falsificação de facturas que nunca chegaram a ser pagas aos respectivos fornecedores.
Esta verba era destinada a financiar projectos de apoio à juventude, mas acabou por ser gasta no apoio a programas fictícios a troco do pagamento de subornos.
“A passagem obrigatória dos principais funcionários do Governo por um detector de mentiras é apenas uma das muitas medidas que vão ser implementadas em ministérios, departamentos e agências oficiais para determinar a integridade e confiabilidade nas pessoas que prestam serviços ao país”, disse o Presidente da República.

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