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Grupos armados voltam a atacar em Moçambique

Um novo ataque armado contra um autocarro, no Centro de Moçambique, provocou, segunda-feira à noite, dois feridos ligeiros na Estrada Nacional 1 (EN1), disseram, ontem à Lusa, fontes locais.

As estradas do Norte de Moçambique continuam a ser varridas por grupos armados que voltaram, segunda-feira à noite, a atacar um autocarro provocando mais dois feridos
Fotografia: DR

O autocarro foi atingido por uma “rajada de balas” ao longo do perfil lateral, do lado do passageiro, junto a Muda Serração, distrito de Gondola, na província de Manica, poucos minutos depois de ter retomado a marcha na viagem iniciada no Norte com destino a Maputo.

O autocarro foi alvejado em Ponte Nova, no mesmo local onde, na sexta-feira, tinha sido atacado um outro. Os disparos saíram duma mata, disse um passageiro, numa zona por onde a estrada passa entre duas colinas, a cerca de 300 metros da aldeia de Chibuto. O motorista, disse, continuou até à povoação de Muxúnguè onde foram socorridas as vítimas. A Polícia moçambicana ainda não se pronunciou sobre o ataque, mas responsabilizou o grupo de dissidentes da Renamo, a auto-proclamada Junta Militar, pelo ataque de sexta-feira.

Segundo Mateus Mindu, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), as forças de defesa e segurança intensificaram as patrulhas ao longo da EN1 para garantir a transitabilidade da via. No ataque de sexta-feira, continuou Mateus Mindu, seis passageiros ficaram feridas, mais dois do que os que tinham sido contabilizados por testemunhas ouvidas pela Lusa, no local, um dos quais em estado grave.

A vítima, que continuava internada na sala de reanimação do Hospital Provincial de Chimoio, foi hoje transferida para o Hospital Central da Beira, testemunhou a Lusa no local.

Os ataques surgem na sequência de outros que já fizeram 10 mortos desde Agosto em estradas e povoações das províncias de Manica e Sofala, por onde estão entrincheirados guerrilheiros dissidentes da (Renamo liderados por Mariano Nhongo.

O grupo tem ameaçado recorrer à violência armada para negociar melhores condições de reintegração social do que aquelas acordadas pelo seu partido com o Governo, mas, por outro lado, também se tem recusado a assumir a autoria dos ataques.

 

 

 

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