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Independente critica nomeações políticas

O candidato independente às eleições presidenciais do próximo dia 22 na Mauritânia, Sidi Mohamed Boubacar, denunciou ontem “várias dezenas de nomeações para altas funções do Estado, inoportunas e injustificadas”, através de uma declaração citada pela Panapress.

Sidi Mohamed Boubacar é contra “medidas inoportunas”
Fotografia: DR

“Estas medidas individuais tomadas no termo de cada reunião do Governo há várias semanas, têm por objectivo influenciar a escolha dos eleitores a favor do candidato do regime e satisfazer as suas exigências eleitoralistas”, lê-se no documento assinado pelo antigo Primeiro-Ministro do país, entre 1992 e 1996 e entre 2005 e 2007.
O candidato do Governo a estas eleições é Mohamed Ahmed Ghazouani, antigo chefe do Estado-Maior e ex-ministro da Defesa.
A declaração criticou igualmente “a composição parcial da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI) e a utilização abusiva dos meios do Estado a favor do mesmo candidato”. Entretanto, a Amnistia Internacional exortou as autoridades a libertarem “imediata e incondicionalmente” dois bloguistas detidos há dois meses em Nouakchott por terem denunciado presumíveis factos de corrupção nas redes sociais.
Cheikh Ould Jiddou e Abdrahaman Ould Wedday foram detidos a 22 de Março último e colocados em detenção preventiva por “denúncia caluniosa” do confisco de um fundo de dois biliões de dólares americanos pertencentes a altas personalidades mauritanianas, entre as quais o Chefe de Estado, Mohamed Ould Abdel Aziz, num banco dos Emirados Árabes Unidos.
As alegações foram desmentidas por um comunicado das autoridades judiciais com base num suposto inquérito realizado junto das instituições nacionais e em Dubai.
Cheikh ould Jiddou e Abderahman ould Weddady são conhecidos pela sua frontalidade, quando denunciam, através dos seus blogues, violações dos direitos humanos e a má governação.

 

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