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Instabilidade política muito longe do fim

Milhares de pessoas estão a fugir de distritos anglófonos dos Camarões desde que as autoridades camaronesas declararam guerra contra os separatistas do país e numa altura em que cidadãos acusam as forças governamentais de violação sexual, mortes e perseguição.

Camaroneses falantes de inglês dizem ser marginalizados
Fotografia: Stringer | AFP

Na estrada Kumba-Mamfé, na região anglófona dos Camarões, sul do país, o movimento diminuiu drasticamente. É por meio desta estrada que os bens comerciais da Nigéria são trazidos para os Camarões e vice-versa.
A comerciante Takem Ethel, 32 anos, disse à agência alemã Deutsche Welle que muitos negócios da região foram suspensos desde que o Presidente camaronês, Paul Biya, declarou no final da semana passada guerra aos grupos separatistas.
A situação é tensa nas cidades de Mamfé e Eyumojock, onde seis soldados e um polícia foram mortos na semana passada.  O Governo diz que separatistas estavam a ser treinados naquelas cidades. Mamfé é a cidade natal de Julius Ayuk Tabe, que diz ser o primeiro presidente da Ambazónia, o nome dado ao Estado que os separatistas afirmam ter criado.

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