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Juristas e advogados são-tomenses queimaram diplomas em protesto

Mais de duas dezenas de juristas advogados são-tomenses queimaram ontem os seus diplomas, num acto simbólico de protesto contra o que consideram de “ameaça do poder sobre o Estado de direito democrático” em São Tomé e Príncipe.

“Não há uma efectiva separação de poderes e, como juristas, consideramos que deveríamos efectivamente queimar os nossos diplomas porque eles já não servem, tendo em conta esse tipo de situação que vivemos no país”, disse a bastonária da Ordem dos Advogados, Célia Pósser.
A bastonária disse que “há uma ingerência do poder nos Tribunais” e o protesto visa “dar um sinal nacional e internacional, para dizer que as coisas não estão bem”. OParlamento são-to-mense reformou compulsivamente três juízes que a 27 de Abril votaram a favor num acórdão sobre a devolução da cervejeira Rosema ao empresário Mello Xavier. O Primeiro-ministro disse que o objectivo é extirpar o cancro na Justiça.

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