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Mais de 120 mortes registadas pela OMS

Pelo menos 121 pessoas morreram e 561 ficaram feridas desde o início, a 4 de Abril, de uma ofensiva do marechal Khalifa Haftar contra Trípoli, a capital da Líbia, anunciou ontem a Organização Mundial de Saúde (OMS), noticiou a Reuters.

A?comunidade internacional teme uma crise humanitária
Fotografia: DR

Sem precisar o número de baixas civis, a representação na Líbia da OMS condenou também, na rede social Twitter, “os ataques repetidos contra pessoal sanitário” e  ambulâncias, em Trípoli.
O gabinete de coordenação de assuntos humanitários das Nações Unidas deu conta, por outro lado, de 13.500 pessoas deslocadas devido aos combates, das quais 900 foram postas em centros de acolhimento.
Combates violentos opõem, desde 4 de Abril, as forças do Governo de Unidade Nacional, reconhecido pela comunidade internacional, e os combatentes do Exército Nacional Líbio, auto-proclamado por Haftar, que controla a zona Este da Líbia e lançou uma ofensiva para controlar a capital e derrotar o Governo, situação que se agravou na  quarta-feira passada. Desde o início da ofensiva as duas facções em conflito realizam ataques aéreos diários e acusam-se mutuamente de atingir civis.
O chefe do Governo italiano, Giuseppe Conte, advertiu para a possibilidade de a escalada de violência na Líbia provocar uma crise humanitária e uma chegada massiva de imigrantes à costa italiana.
“Existe um risco sério de se produzir uma crise humanitária que acabe por extenuar uma população já exausta por oito anos de instabilidade”, afirmou Giuseppe Conte numa entrevista publicada ontem no diário “Fatto Quotidiano”.
Em concreto, o chefe do Governo italiano avisa que caso se agrave o conflito armado "poderá interromper-se a via da Líbia para os migrantes provenientes de África, uma vez que serão os próprios líbios a tentar escapar do país de forma massiva".

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