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Militares acusados de cometer abusos

Soldados das forças governamentais do Sudão do Sul cometeram abusos em massa contra civis durante operações militares frente aos rebeldes no estado de Yei River, denunciou ontem a organização Human Rights Watch (HRW), de acordo com a AFP.

Forças governamentais e rebeldes cometem excessos
Fotografia: Dr

Segundo a HRW, entre Dezembro de 2018 e Março deste ano, soldados alvejaram civis, saquearam e queimaram casas e plantações, perseguiram e expulsaram milhares de residentes das suas aldeias. A organização documentou igualmente violações e violência sexual praticada pelos membros das forças governamentais.
“Os civis estão a ser perseguidos, mortos e violados, durante as operações do Governo para tentar expulsar os rebeldes do estado de Yei River”, disse Jehanne Henry, directora associada da HRW para África.
Entre 14 e 21 de Março, a Human Rights Watch entrevistou 72 pessoas deslocadas no estado de Yei River, que afirmaram ter testemunhado operações do Governo em várias povoações nos distritos de Mukaya e Otogo. Os investigadores falaram também com monitores do cessar-fogo, trabalhadores de organizações humanitárias, funcionários das Nações Unidas e oficiais do Governo, incluindo o governador do estado. As partes em conflito no Sudão do Sul assinaram, em Setembro de 2018, um acordo de paz baseado no compromisso falhado de 2015, mas o conflito mantém-se, sobretudo no estado de Yei River, onde a Frente de Salvação Nacional, um grupo armado formado em 2017, continua a combater as forças governamentais.
Os signatários acordaram a criação de um Governo de Transição de Unidade Nacional, prevista para 12 de Maio, mas, entretanto, adiada para 12 de Novembro. A HRW denunciou também ataques a civis por parte dos grupos rebeldes, que têm impedido os funcionários das organizações humanitárias de prestarem apoio às populações.

 

 

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