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Mísseis franceses foram encontrados em Gharin

Os mísseis Javelin encontrados em Gharin (oeste) pertenciam, de facto, às Forças Armadas francesas e foram comprados aos Estados Unidos.

Ministro dos Negócios Estrangeiros da Líbia, Taher Siala
Fotografia: DR

Paris reconheceu e confirmou a notícia sobre o assunto publicado pelo jornal “New York Times”, revelou ontem a AP que cita o Ministério francês das Forças Armadas.
Militares leais ao Governo líbio encontraram, no final de Junho, três mísseis anti-carro Javelin, numa base de Khalifa Haftar que combate as forças governamentais. Na terça-feira, o jornal norte-americano atribuiu à França a propriedade dos três mísseis, que acabaram por ficar em poder dos combatentes do marechal rebelde.
“Essas armas estavam destinadas à auto-protecção de um destacamento francês, projectado no terreno e que recolhia informações sobre o terrorismo”, acrescentou o Ministério francês,confirmou desta forma a presença de forças de Paris, em território líbio. Por outro lado, Paris sublinha que as “armas estavam fora de prazo normal” e que encontravam-se num depósito “onde deviam ser destruídas”.
A França garante que os mísseis não foram fornecidos ao marechal Haftar, mas não explica de que forma é que acabaram por ficar em posse ao homem forte do Leste da Líbia.
“Essas armas estavam em posse das nossas forças (França) para a nossa própria protecção e nunca se pôs a questão sobre a venda ou a transferência das munições, na Líbia”, frisou o Ministério.
Por sua vez, o Governo de Unidade Nacional da Líbia, reconhecido pela ONU, pediu explicações “urgentes” a Paris, depois de se saber que os mísseis encontrados numa base militar do marechal Haftar, perto de Tripoli, pertenciam ao Exército francês.
O ministro dos Negócios Estrangeiros líbio, Taher Siala, pediu ao homólogo francês, Jean-Yves explicação sobre o mecanismo pelo qual as armas francesas apareceram na cidade de Gharyan.

 

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