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Moçambique e Zimbabwe retiram cidadãos vítimas de xenofobia na África do Sul

O Governo moçambicano prepara o repatriamento de cerca de 400 cidadãos, que manifestaram regressar voluntariamente ao país, disse ontem o representante do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Geraldo Saranga.

Fotografia: DR

Geraldo Saranga adiantou que perto de 400 moçambicanos manifestaram interesse em regressar ao país, num processo de repatriamento voluntário e as autoridades moçambicanas estão a criar condições para que isto seja feito.
"O Governo prevê que até amanhã haverá condições para receber as vítimas de xenofobia e um centro de trânsito foi criado no distrito de Moamba, província de Maputo, com infra-estruturas, água e produtos de higiene.
Geraldo Saranga apelou aos moçambicanos para não retaliarem contra os ataques a estrangeiros na África do Sul, porque Moçambique privilegia uma gestão pacífica dos conflitos. “Acredito numa plataforma de diálogo que vai produzir uma solução definitiva”, disse.

No Zimbabwe

O Governo do Zimbabwe anunciou, igualmente ontem que vai repatriar 171 cidadãos residentes na África do Sul, após a onda de violência contra os seus negócios, o que causou a morte dois zimbabweanos. Segundo a ministra da Informação, Publicidade e Serviços de Rádio e Televisão, Monica Mutsvangwa, os ataques contra empresas de migrantes foram detalhados pelo ministro das Relações Exteriores e Comércio Exterior, Sibusiso Moyo,
De acordo com o relatório do diário oficial "The Herald", Moyo anunciou que, devido a esses ataques xenófobos, 171 zimbabweanos foram afectados e dois morreram. Neste momento, o Consulado do Zimbabwe na África do Sul procura o apoio de organizações internacionais para ajudar essas pessoas.
Os passos estão a ser dados numa em que o Congresso Nacional Africano (ANC) pediu aos cidadãos cooperação para prevenir actos de violência contra empresas de migrantes africanos. O pedido de apoio ocorre depois que as autoridades admitiram que não receberam dados de inteligência sobre o que foi organizado contra essas instalações em vários locais em Joanesburgo.

O secretário-geral do ANC, Ace Magashule, disse que o partido no poder não tem dúvidas sobre a capacidade da inteligência do Estado, mas a sociedade precisa cooperar. “Todo o cidadão deve ser um oficial de inteligência nas comunidades sabem onde residem os chefões das drogas, que cometem crimes e devem ser as nossas fontes”, disse o dirigente sul-africano.
Ace Magasghule disse que o ANC está disposto a discutir propostas para restabelecer a pena de morte devido a crescente violência do género, apesar de se opor a esta medida. Estas declarações coincidem com um crescente clamor popular por pena de morte para os envolvidos no assassinato de mulheres, um flagelo que afecta esta nação, informou a Prensa Latina.

 

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