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Moçambique no corredor do tráfico da droga pesada

O Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC) alertou, no fim- de-semana, que Moçambique se tornou num corredor de grandes volumes de substâncias ilícitas, principalmente, da heroína e defende uma maior cooperação internacional para a prevenção deste mal.

A situação das drogas em Moçambique está a causar apreensão da comunidade internacionaal
Fotografia: DR

“Após a melhoria das capacidades de aplicação da lei marítima pela vizinha Tanzânia e Quénia, apreensões recentes sugerem que um grande volume de produtos ilícitos está a ser agora traficado em Moçambique”, declarou César Guedes, representante do UNODC no país, citado ontem pela Lusa.
César Guedes manifestou preocupação com o tráfico de substâncias ilícitas em Moçambique, quando falava durante o “Seminário sobre formulação de um plano estratégico contra o crime organizado transnacional, droga e terrorismo”.
A costa moçambicana, prosseguiu, é cada vez mais usada como um corredor importante para a heroína, proveniente do Afeganistão e em trânsito para outras regiões do mundo. “O trânsito da heroína pelo país é identificado como um grande desafio e tem potencial para promover o mercado local”, frisou César Guedes.
Para estancar a utilização do território como corredor de produtos ilícitos, o país deve apostar na intensificação da cooperação regional e internacional. Nesse sentido, o representante da UNODC elogiou a parceria recentemente firmada entre Moçambique, Tanzânia e África do Sul para o combate ao tráfico de drogas como um passo em frente.
César Guedes manifestou a disponibilidade da organização na formação, assistência técnica e aconselhamento para a formulação de políticas de combate à criminalidade transnacional organizada.
O “Plano estratégico contra o crime organizado transnacional, droga e terrorismo”, que vai sair do seminário que se iniciou hoje, em Maputo, vai permitir a Moçambique mobilizar apoio internacional para o combate àqueles delitos.

Elevados riscos de inundações

Mais de 500 mil pessoas estão em risco de ficarem inundadas na época chuvosa 2019/2020 em Moçambique, prevendo-se a ocorrência de chuvas com tendência acima do normal, anunciou a Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH).
Dados da DNGRH, citados no fim- de- semana pelo diário Notícias, projectam a ocorrência de inundações em 13 rios do Sul, centro e Norte de Moçambique, entre Outubro e Novembro.
Entre Janeiro e Março, há um risco moderado de cheias em nove bacias hidrográficas das três regiões do país. A previsão meteorológica para Outubro e Março faz antever uma boa campanha agrícola, principalmente no centro e Norte do país, consideram as autoridades moçambicanas.
Os dados da DNGRH referem que as barragens de Cahora Bassa, Muda, Nampula, e Chipembe, no centro e Norte do país, poderão atingir 100 por cento de armazenamento de água.
No Sul, as barragens, à excepção de Massingir, poderão não atingir 70 por cento, uma vez que enfrentaram uma grave crise de água.

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