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Naufrágio na Tunísia provoca 48 mortes

Um total de 48 migrantes morreram na noite de sábado para domingo num naufrágio, ocorrido no sul da Tunísia, segundo o balanço final avançado pelas autoridades tunisinas.

Imigrantes arriscam as vidas em embarcações precárias
Fotografia: DR

Os corpos de 48 migrantes foram recuperados do mar e 68 pessoas foram resgatadas de uma embarcação que teria capacidade para apenas 70 ocupantes.
De acordo com a Organização Internacional de Migrações (OIM), este é o naufrágio de imigrantes mais grave nas águas do Mediterrâneo, desde Fevereiro passado, quando 90 pessoas perderam a vida depois de um barco proveniente da Líbia se ter afundado.
Segundo esta organização, vinculada às Nações Unidas (ONU), mais de 32 mil migrantes indocumentados chegaram à Europa, através de três rotas, nomeadamente Oeste, Central e Este, no Mediterrâneo, desde o início do ano e mais de 660 perderam a vida.
Na noite de sábado para domingo, uma embarcação precária em dificuldades, com alegadamente cerca de 180 pessoas a bordo, foi avistada ao largo da costa da província de Sfax, no sul da Tunísia, informou inicialmente o Ministério do Interior tunisino.
No primeiro balanço, que dava conta de 35 mortos, estavam, entre os 68 migrantes resgatados, cidadãos tunisinos e sete oriundos da Costa do Marfim, Mali, Marrocos e Camarões.
As autoridades tunisinas receberam um pedido de ajuda no sábado, por volta das 22h45  locais (a mesma hora em Angola), de uma embarcação de pesca que estava a afundar-se ao largo de Kerkennah “com migrantes a bordo”.
Segundo organizações não-governamentais, esta situação reflecte a insatisfação vivida por muitos jovens tunisinos afectados pelo desemprego.
Em Março último, 120 pessoas, a maioria oriunda da Tunísia, que estavam a tentar alcançar, de forma clandestina, as costas italianas foram resgatadas pela Marinha tunisina.

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