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Oly Ilunga proibido de abandonar a RDC

O ex-ministro da Saúde da RDC, Oly Ilunga, visado por um inquérito sobre a utilização dos fundos públicos destinados ao combate ao ébola, foi proibido ontem de abandonar o país, indica uma nota de serviço, emitido pelo Serviço de Emigração congolês, a que a AFP teve acesso.

Ilunga Kalenga é suspeito de uso indevido de fundos públicos
Fotografia: DR

Por ordens superiores, Oly Ilunga Kalenga está “proibido” de sair do país, refere o comunicado da Direcção Geral das Migrações (DGM). Oly Ilunga foi ouvido no início da semana passada pela Justiça congolesa, num inquérito sobre a utilização indevida dos fundos públicos destinados ao combate ao ébola, doença que já matou mais de duas mil pessoas, desde Agosto de 2018.
Nomeado em Dezembro de 2016, Oly Ilunga demitiu-se a 22 de Julho último, alegadamente por perder a confiança do Presidente Félix Tshisekedi, que lhe retirou a condução da resposta ao ébola, tendo confiado a tarefa ao director do Instituto Biomédico de Kinshasa (INRB), Jean-Jacques Muyembe.
Numa circular, o ex-ministro da Saúde disse, na altura, que se opunha à introdução de uma vacina do laboratório belga Janssen, filial da americana Johnson & Johnson. Na RDC, 208.321 pessoas foram vacinadas contra o ébola.
 Desde que foi declarada no Leste da RDC, a 1 de Agosto de 2018, a décima epidemia do ébola, no solo congolês, matou 2.015 pessoas, segundo o último balanço oficial, datado de sexta-feira, 30 de Agosto de 2019.
Em visita ao país, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, prometeu o apoio da organização aos esforços do Governo congolês no combate ao ébola, considerando que a doença ainda constitui uma “ameaça séria” para toda a população.

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