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Onze pessoas condenadas por aderirem ao Daesh

Um tribunal egípcio condenou, segunda-feira onze pessoas à prisão perpétua por ingressarem no grupo extremista Estado Islâmico (Daseh), revelou hoje o jornal diário egípcio Youm7, citando o Ministério Público.

De acordo com dados do Ministério Público Egípcio foram treinadas em campos terroristas para participarem em combates na Síria e no Iraque

As pessoas condenadas, de acordo com dados do Ministério Público, foram treinadas em campos terroristas para participarem em combates na Síria e no Iraque, bem como para realizarem ataques no Egipto. Dois outros réus foram condenados a 15 anos de prisão. Enquanto isso, cinco refugiados eritreus, dos 40 que foram detidos domingo pela Polícia egípcia durante uma manifestação nos escritórios da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR), continuavam ontem presos no Cairo. Segundo a BBC, os refugiados protestavam sobre os atrasos no processamento de registos de requerentes de asilo dos recém-chegados.

Um dos refugiados disse àquela estação que a Polícia está a tentar descobrir o promotor da manifestação. O Movimento Eritreu para a Democracia e os Direitos Humanos, por seu lado, disse temer que o grupo possa ser deportado para a Eritreia.
O escritório do ACNUR no Egipto ainda não comentou o assunto. Entretanto, o Presidente do Egipto, Abdul Fatah al-Sisi, assinou hoje um decreto para prorrogar o estado de emergência do país por mais três meses, informou a agência Mena. Esta decisão foi apoiada pelo Parlamento do país e entra em vigor a partir de quinta-feora.

O decreto refere que as Forças Armadas e a Polícia devem fazer todo o possível para combater o terrorismo e as fontes financeiras do terrorismo, além de proteger vidas e propriedades. O estado de emergência foi declarado no Egipto em Abril de 2017, depois dos ataques terroristas contra igrejas cristãs nas cidades de Tanta e Alexandria, que mataram mais de 50 fiéis e feriram 100 outros.

No fim-de-semana, um homem-bomba matou um soldado num ataque às forças de segurança no norte do Sinai. O norte do Sinai tem sido, desde 2011, palco do conflito entre combatentes islâmicos e as forças de segurança egípcias. Também no fim-de-semana, as empresas aéreas British Airways e Lufthansa suspenderam os voos para o Cairo, tendo esta última anulado essa decisão um dia depois.



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