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Oposição critica missão internacional

O Movimento para a Al-ternância Democrática da Guiné-Bissau (Madem-G15) criticou, terça-feira, a missão conjunta da comunidade internacional, lamentando que tenha apenas retomado considerações já feitas pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Fotografia: Dr

Uma missão conjunta internacional, composta por elementos da CEDEAO, União Africana, Organização das Nações Unidas e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) esteve, entre domingo e segunda-feira, na Guiné-Bissau para avaliar os preparativos das eleições presidenciais, marcadas para 24 de Novembro.
Num comunicado emitido no final da visita, a qual a Lusa teve acesso, a missão salientou que as eleições presidenciais são “imperativamente” para realizar até ao final deste ano, o escrutínio vai ser organizado pelo Governo que saiu das legislativas de Março e os cadernos eleitorais a serem utilizados são os usados no anterior sufrágio, salvo consenso de todos os intervenientes para introduzir omissões.
O Madem-G15 “lamenta profundamente que a missão conjunta não tenha feito nada mais do que retomar os termos do comunicado da última missão ministerial da CEDEAO”, referindo-se ao que considera ser “informações infundadas” de que os Chefes de Estado e de Governo da organização terão decidido que o actual Executivo vai manter-se até à realização das presidenciais.
No comunicado, o líder da oposição guineense lamenta o “silêncio” da comunidade internacional às propostas feitas por partidos políticos e candidaturas às presidenciais sobre os preparativos das eleições na “perspectiva da prevenção de qualquer conflito pré-eleitoral e pós-eleitoral”.
O Madem-G15 exige, também, “clareza” no posicionamento da comunidade internacional sobre a actual situação do tráfico de droga, branqueamento de capitais e crime organizado no país. O partido conclui a afirmar que não vai pactuar com atropelos à Constituição da República.
A Guiné-Bissau realiza eleições presidenciais em 24 de Novembro. A segunda volta, caso seja necessário, vai decorrer em 29 de Dezembro. A campanha eleitoral tem início em 1 de Novembro. O Supremo Tribunal de Justiça deverá anunciar em 15 de Outubro os candidatos aprovados para participar no escrutínio.

 

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