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Oposição rejeita comissão eleitoral

A Frente Popular Ivoiriense (FPI), oposição, anunciou ontem a rejeição em fazer parte da nova comissão en-carregada de organizar as eleições presidenciais de 2020, considerando que aquela instituição não oferece garantia de imparcialidade.

Pascal Affi Nguessan declina convite para integrar a CEI
Fotografia: Dr

“Fomos solicitados pelo Governo a indicar um representante junto da Comissão Eleitoral Independente (CEI), respondemos que não nos sentimos incluídos”, disse à, AFP, Pascal Affi Nguessan, presidente de uma facção da FPI.
“Rejeitámos enviar um representante porque esta lei não corresponde ao espírito e à letra da reforma, tal como foi solicitada”, prosseguiu Affi, que dirige o campo oposto aos membros fiéis ao ex-Presidente Laurent Gbagbo, fundador do partido e recentemente absolvido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). A facção de Affi Nguessan é a única reconhecida pelas autoridades para representar a FPI na CEI.
Segundo a lei, aprovada a 30 de Julho, pela Assembleia Nacional, a CEI deve compreender 15 membros, contra os anteriores 17: um representante do Presidente da República, um do Ministério do Interior, seis da sociedade civil organizada, seis dos partidos políticos - repartidos equitativamente entre o Go-verno e a oposição, e um representante do Conselho Superior da Magistratura.
Por sua vez, a sociedade civil e a oposição reclamam uma comissão eleitoral “equilibrada” composta por 15 representantes, distribuídos equitativamente, com cinco membros da oposição, cinco da ala presidencial e cinco da sociedade civil.

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