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Oposição pode apresentar mais de uma candidatura

Félix Tshisekedi, presidente do partido UDPS e Vital Kamerhe, líder da UNC, reuniram-se esta semana em Bruxelas, com o objectivo de encontrarem uma candidatura única das duas formações políticas para concorrer às eleições presidenciais de 23 de Dezembro.

Kamerhe e Tshisekedi renunciaram ao acordo de Genebra
Fotografia: DR


A reunião decorreu cinco dias depois de ambos terem renunciado ao acordo de Genebra, mediada pela Fundação Kofi Anan, que culminou com a indicação de Martin Fayulu Madidi como o candidato único da oposição.
Fontes próximas das duas personalidades políticas congolesas disseram ao jornal “7SUR7.CD” que os dois pretendentes à magistratura suprema da RDC podem regressar juntos a Kinshasa para preparar a campanha eleitoral que começa no próximo dia 22.
Desconhece-se qual dos dois poderá ser o candidato comum da UDPS e da UNC, mas sexta-feira Félix Tshisekedi confirmou o encontro com Vital Kamerhe, na sua página oficial do Facebook.
Na quinta-feira, os outros quatro líderes da oposição congolesa, nomeadamente Moise Katumbi, Jean-Pierre Bemba, Freddy Matungulu e Adolphe Muzito, pediram à população para receber “efusivamente” Martin Fayulu Madidi, como seu candidato único.
Foi a primeira vez na história da República Democrática do Congo que a oposição se uniu numa coligação para desafiar o candidato da Maioria Presidencial.
Com a reviravolta que aconteceu 24 horas depois do acordo de Genebra, as cartas para a eleição presidencial de 23 de Dezembro próximo foram de novo baralhadas e não se descarta a possibilidade de se assistir ao mesmo cenário de 2011, quando a oposição foi dispersa às eleições gerais e, no fim, derrotada pela Maioria Presidencial.
Enquanto isso, a plataforma política Frente Comum para o Congo (FCC), dirigida pelo Presidente da República cessante, Joseph Kabila Kabange, continua a afinar a sua máquina eleitoral em torno do seu candidato, Emmanuel Ramazani Shadary.

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