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PAIGC mantém indicação do líder Simões Pereira

O PAIGC vai manter o nome do seu líder, Domingos Simões Pereira, para o cargo de Primeiro-Ministro, deliberou na quinta-feira à noite o Bureau Político do partido, noticiou a Lusa.

Cabeça-de-lista do PAIGC
Fotografia: DR

“O Bureau Político, após um aturado debate, e por reconhecer o direito constitucional e inalienável de indicação do nome do Primeiro-Ministro ao PAIGC, partido vencedor das eleições legislativas de 2019, delibera manter o nome de Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, ao cargo de Primeiro-Ministro, de acordo com o nº1 do Artº 42 dos seus estatutos”, refere a deliberação.
Os estatutos do PAIGC dizem que o presidente do partido é o cabeça de lista às eleições legislativas e o candidato ao cargo de Primeiro-Ministro.
Mais de três meses depois das legislativas de 10 de Março na Guiné-Bissau, o Presidente guineense, José Mário Vaz, pediu esta semana ao partido vencedor para indicar o nome para o cargo de Primeiro-Ministro, vindo depois a recusar Domingos Simões Pereira para o lugar e pediu ao PAIGC para indicar outro nome. Na quinta-feira, a CEDEAO deu um prazo que termina amanhã para que o Presidente José Mário Vaz indique um novo Primeiro-Ministro.
Enquanto isso, o coordenador nacional do Movimento para a Alternância Democrática da Guiné-Bissau (Madem-G15), Braima Camará, anunciou, quinta-feira ao final da tarde, que abdicou de ser candidato ao cargo de segundo vice-presidente do Parlamento para contribuir para a solução do impasse político.
Numa conferência de imprensa realizada na sede do partido, em Bissau, Braima Camará anunciou que decidiu dar a sua “modesta contribuição” para uma solução para a crise política na Guiné-Bissau e abdicar da candidatura ao cargo de segundo vice-presidente da mesa da Assembleia Nacional Popular (ANP), pedindo ao partido para aprovar outro nome.
“Nunca serei um elemento perturbador e que ponha em causa a paz na Guiné-Bissau”, afirmou em declarações à Lusa Braima Camará, salientando que tomou a decisão em nome de superiores interesses da Nação.
As estruturas do partido vão reunir-se nos próximos dias para indicar o nome de um outro candidato ao cargo.
O Madem, partido criado por dissidentes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), e segundo mais votado nas legislativas de 10 de Março, mantém um braço-de-ferro com a maioria parlamentar por causa do lugar de segundo-vice-presidente da mesa do hemiciclo.

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