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Presidente lamenta falta de solidariedade no continente africano

O Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, lamentou a falta de solidariedade em África, respondendo numa conferência de imprensa a uma questão sobre a tentativa de golpe de Estado que diz ter travado no início do ano.

"Falta muita solidariedade em África", declarou o chefe de Estado , afirmando não compreender como, "por montantes insignificantes", alguns cidadãos podem ser recrutados para "sacrificar a sua vida para atentar contra pessoas de outra nação".
No início de Janeiro, Malabo anunciou ter travado um golpe de Estado perpetrado por 30 homens armados estrangeiros, provenientes do Chade, República Centro Africana e do Sudão.
Várias dúvidas perduram sobre as motivações e os apoios a estes homens, mas o elevado número de naturais do Chade e o facto do alegado cérebro ser da República Centro Africana deu ao caso uma dimensão sem precedentes.
"O Chade está a 1.400 quilómetros da Guiné Equatorial. Como é que os mercenários puderam fazer esse trajecto por estrada, atravessando com armas os postos de controlo e chegar até à fronteira, é uma questão à qual tento responder", referiu Obiang, de 75 anos, à frente dos comandos do país desde 1979.

 

 

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