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Redução da força de paz pode afectar meta da missão

O plano da União Africana para cortar a sua força de manutenção da paz da Somália (Amisom) vai prejudicar a missão, a menos que equipamento extra compense a redução da tropa, advertiram responsáveis da Missão e do Governo somali.

Mogadíscio é alvo frequente de atentados terroristas
Fotografia: Stringer | AFP

“A menos que tenhamos um multiplicador de forças proporcionadas em termos de equipamentos, inteligência electrónica, essa retirada  tem um efeito muito considerável na nossa missão. Acreditamos que a ONU vai encontrar formas de compensar a lacuna”, disse à Reuters o chefe da Amisom, Francisco Madeira.
O diplomata moçambicano, que falava numa conferência de segurança realizada em Mogadíscio, disse que era difícil estimar o número de combatentes do grupo al-Shabaab.
O ministro da Segurança Interna da Somália, Mohamed Abukar Islow, disse à Reuters que o Governo quer o levantamento de um embargo de armas “para que as nossas forças obtenham armas e equipamentos militares suficientes”.
A força, criada há dez anos, que actualmente integra 22 mil pessoas, deve perder mil soldados até ao final do ano, no âmbito de um plano de longo prazo destinado a entregar a segurança do país ao exército somali.
A Amisom enfrenta o grupo rebelde al-Shabaab, cujas fileiras engrossam com combatentes do Estado islâmico que fogem da Líbia e da Síria. Rebeldes "shabaab" mataram mais de 500 pessoas num ataque perpetrado no mês passado em Mogadíscio. Foi o ataque mais mortífero na História recente do país.
As Nações Unidas impuseram um embargo de armas à Somália pouco depois de o país mergulhar na guerra civil, no início da década de 1990. O embargo foi  parcialmente levantado em 2013, para ajudar a equipar as forças governamentais.
A Amisom foi criada para ajudar a proteger o Governo de um país que desde 1991 luta para estabelecer a sua autoridade.

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