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Sociedade civil da RDC contra mandato de Kabila

Um total de 172 movimentos para cidadania e organizações da sociedade civil congoleses publicaram ontem, em Kinshasa, uma declaração na qual rejeitam um possível terceiro mandato do Presidente Joseph Kabila.

Kabila contestado no país
Fotografia: DR

As 172 organizações signatárias, que também se pronunciaram contra uma eventual revisão da Constituição, alegam que a sua decisão visa preservar a democracia congolesa.
“Nós, membros das organizações da sociedade civil e dos movimentos para a cidadania signatários da presente declaração, engajados na luta para a preservação da democracia, pela alternância democrática e o surgimento de um Estado de direito na RDC, condenamos a retórica sobre a candidatura de Joseph Kabila, para um terceiro mandato e a revisão da Constituição, em violação dos seus artigos 70 e 220 e do acordo de São Silvestre”, declarou Georges Kapiamba, presidente da ACAJ, co-signatária da declaração.
Pierre Lumbi, presidente do G7, uma plataforma coligada com o “Ensemble” de Moise Katumbi Chapwe, salientou em conferência de imprensa que 23 de Dezembro é a ultima data para todos, e que não deve ser adiada independentemente das circunstâncias. “Exigimos eleições sem Joseph Kabila, que não consegue desanuviar o clima político, apesar das recomendações do Acordo de 31 de Dezembro de 2016”, declarou.
Pierre Lumbi, antigo conselheiro de Joseph Kabila para a Segurança Nacional, é presidente do Partido para a Renovação.
Pierre Lumbi abandonou a maioria presidencial em 2015, quando constatou que o actual Presidente da República “manobrava para se manter no poder.”
Com os outros contestatários criou uma coligação de sete partidos, o “G7”, que tem em Moise Katumbi Chapwe  o seu candidato a Presidente da República.

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