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Tribunal julga chefe rebelde acusado de violação na RDC

Um chefe rebelde acusado de violações em massa em 2018, na República Democrática do Congo, compareceu ontem num tribunal em Bukavu (Kivu-Sul), que está a conduzir o julgamento, iniciado recentemente.

Os rebeldes são acusados de crimes de todo tipo na RDC
Fotografia: Dr

Frédéric Masudi Alimasi, também conhecido por 'Koko-di-Koko', compareceu num tribunal militar em Bukavu, junto de dois dos quatro co-acusados, numa sessão que contou com a presença de organizações da sociedade civil.
Os cinco homens são acusados de crimes contra a Humanidade, aprisionamento, violação, tortura, desaparecimento forçado, homicídio, escravidão, e participação num movimento de insurreição, de acordo com a acusação, citada pela Agência France-Press.
Masudi Alimasi e os outros arguidos são acusados de realizarem uma incursão na aldeia de Kabikokole (Kivu-Sul) na noite de 8 para 9 de Fevereiro de 2018, durante a qual terão feito reféns cem mulheres "para as violarem uma após a outra", refere a Fundação Panzi, do Nobel da Paz Denis Mukwege.
Poucos meses depois, na clínica da fundação, foram recolhidos os testemunhos de duas mulheres, de 19 e 36 anos, e uma criança de dez que alegam ter sido sequestradas em Kabikokole e depois violadas pela milícia Raia Mutomboki, naquela ocasião.
A mesma milícia foi acusada de cometer abusos semelhantes noutras seis aldeias, de acordo com a procuradoria e com os advogados das alegadas vítimas.
A Fundação Panzi responsabiliza ainda a RDC "por não cumprir o dever de proteger e manter em segurança a população e os seus bens".
O julgamento foi iniciado em 12 de Setembro, cerca de um ano e meio depois das ofensas, o que é relativamente rápido.
O tribunal não apresentou qualquer veredicto nem indicou qual a data ou local da próxima audiência.

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