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Troca de acusações sobre autoria moral do incêndio

A plataforma Frente Comum para o Congo (FCC), através do seu coordenador e director do gabinete do Presidente Joseph Kabila, Néhémie Mwilanya Wilondja, acusou num comunicado Martin Fayulu, candidato presidencial do LAMUKA (Acorda), de ser o autor moral do incêndio do entreposto da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI), em Kinshasa.

Corneille Nangaa fez balanço dos prejuízos em Kinshasa
Fotografia: DR

“As declarações de Martin Fayulu sobre a rejeição do voto electrónico eram o prelúdio da elaboração de um projecto bem planificado para obstruir o processo eleitoral em curso e sabotar o investimento político de todo um povo”, acusou o dirigente da FCC.
O antigo primeiro-ministro, Adolphe Muzito, que acompanha Fayulu, considerou a acusação como uma provocação. “Cedo ou tarde, eles pagarão”, enfatizou o dirigente do LAMUKA.
Moïse Katumbi, líder do Ensemble e um dos mais influentes membros da oposição, respondeu dizendo que “só as pessoas que viveram na mata pensam assim. Eles devem ser inteligentes quan-do montam esse tipo de co-média”, disse, sublinhando o facto de o entreposto estar situado a 200 metros do gabinete do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.
Saliente-se que o incêndio de quinta-feira consumiu material de 19 das 24 comunas de Kinshasa, nomeadamente oito mil máquinas electrónicas de voto (das 10.368 existentes), 33.774 cabinas de voto, 552 kits de escritórios, 17.901 embalagens de tintas indeléveis, 800 motorizadas novas e 15 carros, bem como 9.500 baterias externas, revelou numa conferência de im-prensa o presidente da CENI, Corneille Nangaa.

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