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Tshiskedi suspende posse dos senadores

O Presidente da República Democrática do Congo (RDC), Félix Tshisekedi decidiu, hoje suspender a tomada de posse dos senadores eleitos e promover o adiamento das eleições dos governadores, tendo dado orientações ao Procurador-Geral da República para abrir um inquérito sobre as suspeitas de corrupção eventualmente cometidas durante o pleito para o senado, revela a Reuters.

Fotografia: DR

Os resultados da eleição dos senadores publicados sexta-feira última, deram uma larga vitória à Frente Comum para o Congo (FCC) liderada por Joseph Kabila com 80 senadores contra três o CACH, a plataforma de Félix Tshisekedi.

 Como consequência desse resultado, o presidente interino da União para a Democracia e o Progresso Social (UDPS), Jean-Marc Kabund, rejeitou a eleição dos senadores que disse eivada de “fraude e corrupção”, apelando para a reorganização do pleito, refere a AFP.

 Num comunicado distribuído à imprensa, o coordenador do Comité Estratégico da FCC, Néhémie Mwilanya, considerou por seu lado que a declaração da UDPS “comporta germes que perigam o processo eleitoral”.

 “Com base no seu respeito à Constituição e à legalidade republicana, a FCC está preocupada com a dita declaração porque desorienta o povo congolês e contém germes que perigam o ciclo eleitoral duramente negociado e perfeitamente iniciado”, refere a declaração.

 A plataforma se Joseph Kabila considera que qualquer derrota eleitoral impõe naturalmente no seio de um partido político um dever de auto-crítica e de questionamento, sem que isso seja instrumentalizado para fins puramente políticos ao ponto de tornar refém todo um povo.

 Comentando o incidente no jornal África da TV5, Martin Fayulu, do LAMUKA, derrotado na eleição presidencial que continua a considerar fraudulenta, fazendo alusão à eleição dos senadores, declarou: “agora é a UDPS, partido do Presidente da República que reclama a verdade das urnas”.

 

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