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Agências da ONU pedem cessar-fogo urgente na Líbia

Sete agências da Organização das Nações Unidas (ONU) apelaram, ontem, a um cessar-fogo urgente na Líbia para travar a degradação da situação no país, argumentando que a comunidade internacional “não pode deixar de ver o conflito”.

Fotografia: DR

O apelo foi feito pelos respectivos dirigentes: Mark Lowcock (Assistência Humanitária), Filippo Grandi (Refugiados), Tedros Adhanom Ghebreyesus (Saúde), Henrietta Forre (Crianças), Natalia Kanem (População), David Beasley (Alimentação) e António Vitorino (Migrações). Especificaram que o conflito está a ter “um efeito catastrófico nos civis, incluindo migrantes e refugiados, em todo o país” e apoiaram o recente apelo do Secretário-Geral da ONU, António Guterres, para um cessar-fogo global para conter a pandemia.

Segundo estes dirigentes, a situação para muitos migrantes e refugiados é “especialmente alarmante”, com mais de 3.200 pessoas interceptadas no mar desde Janeiro a serem devolvidas à Líbia. As Nações Unidas têm dito, repetidamente, que o país é inseguro e que os mi-grantes e refugiados não de-vem ser devolvidos a centros de detenção.

Os dirigentes das agências disseram, ainda, que a ONU tinha verificado 113 casos de “violações graves” na Líbia, no ano passado, incluindo a morte e ferimentos de crianças, bem como ataques a escolas e instalações de saúde. Desde Janeiro, frisaram, “pelo menos, 15 ataques destruíram instalações hospitalares e ambulâncias além de ferirem trabalhadores do sector da saúde”.

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