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Antigo autarca de Teerão condenado à morte

O antigo autarca de Teerão, Mohammad Ali Najafi, foi condenado à morte após ter sido considerado culpado pelo assassínio da mulher, informou ontem o porta-voz da Autoridade Judiciária iraniana, após um longo julgamento.

Jornalista é a convidada especial desta edição
Fotografia: DR

Figura do movimento reformista, Najafi, de 67 anos, foi considerado culpado de matar a tiro a segunda mulher, Mitra Ostad, em sua casa, na capital iraniana, em 28 de Maio, informou o porta-voz Gholamhossein Esmaili.
O corpo da vítima, bastante mais jovem que o marido, foi encontrado na banheira de uma das casas de banho da residência.
Najafi entregou-se à Polícia no mesmo dia e admitiu ter disparado contra a mulher.
"A acusação inclui homicídio premeditado, agressão e posse ilegal de uma arma de fogo", disse Esmaili, citado pelo Mizan Online, a agência de notícias da Autoridade Judiciária.
"O tribunal estabeleceu que o assassínio foi premeditado e ordenou a pena de morte", acrescentou. Najafi foi absolvido das acusações de agressão, mas foi condenado a dois anos de prisão por posse ilegal de arma de fogo, segundo o porta-voz.
"Esta não é a sentença final, pois pode ainda ser enviado um recurso ao Supremo Tribunal", disse Esmaili. A família da vítima exigiu a aplicação da lei islâmica "Qesas" (a lei da retaliação), que prevê a pena de morte neste caso.
O estatuto de Najafi e o escândalo em torno do seu segundo casamento, que ocorreu sem o divórcio da primeira mulher, num país onde a poligamia é mal recebida, ajudaram a despertar um grande interesse no Irão para este caso.
O seu julgamento foi amplamente divulgado na media, num país em que escândalos relacionados com políticos raramente são mencionados na televisão.

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