Mundo

Forças Armadas apetrecham arsenal bélico

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou que as forças estratégicas do país vão efectuar mais de dez lançamentos de teste de mísseis intercontinentais este ano.

“Este ano, vamos realizar mais de dez lançamentos de mísseis intercontinentais, que incluem testes de protótipos de novos tipos de armas”, afirmou a assessoria de imprensa do Ministério da Defesa.
Segundo o Governo russo, esses lançamentos também vão permitir avaliar o prolongamento dos prazos de serviço dos actuais sistemas de foguetes. Em Dezembro de 2016, em reunião com altos comandantes das Forças Armadas da Rússia, o Presidente Vladimir Putin pediu para que se fortalecesse o potencial nuclear do país.
O Chefe do Estado comentou que o fortalecimento do potencial das forças estratégicas deve ser feito, antes de tudo, “mediante a incorporação de sistemas de foguetes capazes de superar de maneira garantida os actuais sistemas de defesa antimísseis e aqueles que se encontram em desenvolvimento”.
Putin afirmou que as forças estratégicas convencionais também devem ser elevadas a um novo nível qualitativo, que permita neutralizar qualquer ameaça militar contra a Rússia. Para 2021, acrescentou o Presidente russo, vai ser preciso conseguir que o percentual de armamento moderno das Forças Armadas seja de pelo menos 70 por cento. “É preciso acompanhar atentamente qualquer mudança no equilíbrio de forças e a situação político-militar no mundo, em particular no perímetro das fronteiras russas”, referiu Vladimir Putin.

Apoio ao Irão

O fornecimento ao Irão de 130 toneladas de urânio natural por parte da Rússia mostra o seu compromisso com o acordo nuclear e um representa um recado aos EUA e a outros membros que estão a abrandar no acordo.
Segundo fontes diplomáticas em Viena, o Irão vai receber 130 toneladas de urânio natural da Rússia para compensar a exportação de água pesada. O especialista iraniano em questões internacionais do Centro de Pesquisa da Universidade de Teerão “Azad”, Mojtaba Jalalzadeh, disse que a actual situação indica um compromisso directo com o Irão por parte de cinco membros do “sexteto” das suas obrigações e acordos alcançados.
“A aprovação do envio de 130 toneladas de urânio natural no Irão não acontece pela primeira vez. Anteriormente, uma quantidade similar de urânio natural já havia sido recebida pelo Irão em 2015 no âmbito das negociações com o 'sexteto' (Grã-Bretanha, Alemanha, China, Rússia, EUA, França).
A aprovação para a entrega desta parte de urânio natural era esperada, considerou. O especialista destaca que “tudo isso é feito no âmbito do acordo alcançado sobre o acordo nuclear entre o Irão e o grupo “5 + 1”. “No âmbito do acordo, o Irão cumpriu integralmente as suas obrigações: começou a exportar urânio enriquecido e o excedente de água pesada, e em troca vai receber uma certa quantidade de urânio natural.
“Isto diz respeito à parte técnica”, observou Jalalzadeh. Ele referiu que, apesar do fornecimento de urânio natural estar em plena conformidade com o direito internacional e com todos os acordos alcançados, “ainda assim isso é sensível para um dos membros do acordo nuclear, se referindo à nova administração dos EUA”.
De acordo com o especialista, o novo gabinete presidencial dos EUA constantemente tenta persuadir para que o acordo nuclear seja revisto, considerando-o inválido, alegando que o Irão não actua com garantia o suficiente, eles tendem a exercer ainda mais pressão sobre o Irão. Para Jalalzadeh, o cumprimento dos acordos alcançados, com a Rússia tomando pra si o papel principal da garantia e da iniciativa sobre o fornecimento de urânio natural, pode ser analisado como uma mensagem clara e concisa dos membros do grupo ‘5 + 1’ para outro signatário.

Tempo

Multimédia