Mundo

Associação condena racismo em Portugal

A Grande Loja Feminina de Portugal (GLFP) mostrou-se, domingo, preocupada com “o aparecimento de ocorrências de natureza racista, cada vez mais insidiosas”, em Portugal, associando-se “a todos os que veem no racismo uma ameaça aos valores humanistas”.

Presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa
Fotografia: DR

Na semana passada, um grupo de dez pessoas recebeu um e-mail de uma or-ganização de extrema-direita a exigir que abandonassem o país no prazo de 48 horas.

Entre os destinatários da mensagem es-tavam as deputadas Mariana Mortágua, Beatriz Gomes Dias e Joacine Katar Mo-reira. O líder do SOS Racis-mo, Mamadou Ba, também foi visado.

A GLFP considera “estes acontecimentos como a manifestação de uma ideologia que não respeita a De-claração dos Direitos Hu-
manos, em que a sociedade portuguesa tem querido viver e conviver”.

As mulheres que fazem parte da GLFP salientam estarem “solidárias com todas e todos que se sentem ameaçados com gestos ra-cistas, que aliás estão bem repudiados na Lei Constitucional” portuguesa.

Domingo à tarde, centenas de pessoas manifestaram-se em Lisboa, no Largo Camões, contra o fascismo, o racismo e pela liberdade e direitos cívicos.

No Porto, foram cerca de trezentas as pessoas que participaram na concentração, na Avenida dos Aliados, contra “tentativas de intimidação” a três deputadas e a sete activistas anti-fascistas e anti-racistas. A Frente Unitária Antifascista organizou as duas concentrações.
Entre os manifestantes concentrados no Porto encontrava-se Luís Lisboa, coordenador do núcleo de

 

Tempo

Multimédia