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Ataque armado causa 11 mortos em Moçambique

Homens armados mataram 11 pessoas e feriram oito na aldeia de Ntole, no distrito de Palma, província de Cabo Delgado, Norte de Moçambique, disse ontem à Lusa o porta-voz da Polícia de Moçambique na região.

Augusto Guta adiantou que o ataque aconteceu na noite de segunda-feira e que nove das vítimas mortais eram cidadãos da Tanzânia, país que faz fronteira com o Norte de Moçambique, e dois eram moçambicanos. Entre os oito feridos, seis são tanzanianos e dois são moçambicanos, acrescentou.
O incidente levou o co-mandante-geral da Polícia moçambicana, Bernardino Rafael, a reunir-se com o homólogo da Tanzânia, Simon Siro, tendo os dois dirigentes chegado a acordo sobre a realização de operações conjuntas ao longo da fronteira.
Um dos feridos no ataque da semana passada e que perdeu o tio na acção disse à Rádio Moçambique que os atacantes vestiam fardamento das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e disseram a populares que estavam em Ntole para uma patrulha, o que fez com que não suscitassem desconfiança em relação aos seus reais objectivos.
A província de Cabo Delgado, palco de uma intensa actividade de multinacionais petrolíferas que se preparam para extrair gás natural, tem sido alvo de ataques de ho-mens armados desde Outubro de 2017 e que já provocaram mais de 150 mortos. O Governo moçambicano tem apresentado versões contraditórias sobre a violência na região, tendo apontado motivações religiosas associadas ao islamismo em vários momentos e, mais recentemente, a garimpeiros.
Recentemente, um su-posto ramo do Estado Islâmico reivindicou ter matado vários militares moçambicanos em Cabo Delgado durante um confronto, mas essa acção nunca foi confirmada pelas autoridades.

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