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Ataque aéreo destrói coluna de extremistas

A Força Aeroespacial Russa destruiu no sábado uma coluna do Estado Islâmico, que estava a se dirigir para os arredores da cidade síria de Deir ez-Zor, informa um comunicado do Ministério da Defesa da Rússia.

Unidades aéreas russas lançaram operação para derrubar as últimas bolsas rebeldes
Fotografia: Dombele Bernardo | Edições Novembro


“A aviação da Força de Defesa Aeroespacial da Rússia destruiu mais um grande comboio dos extremistas do Estado Islâmico, que se dirigia para a região da cidade de Deir ez-Zor, onde os extremistas internacionais estão a tentar se reagrupar e instalar o seu último enclave militar na Síria”, destacou o comunicado do Ministério da Defesa.
Segundo  informações do Ministério russo da Defesa, as suas forças destruíram mais de 20 automóveis com armas de grande calibre e morteiros, bem como blindados e tanques, no quadro de uma operação aérea para destruir as últimas bolsas rebeldes na Síria.
“Também foram eliminados mais de 200 terroristas e caminhões com munições”, declarou o Ministério da Defesa da Rússia. O ministério revelou que os combatentes do Estado Islâmico, pressionados no sul, na província de Raqqa, por ataques aéreos russos, e no oeste, na província de Homs, pelas tropas sírias, estão a tentar concentrar desde o mês de Agosto as forças na província de Deir ez-Zor, desde sempre muito disputada por grupos de milícias que, com apoio de forças internacionais, tentaram expulsar o Exército sírio.
“A destruição do Estado Islâmico na região de Deir ez-Zor configura a derrota estratégica do grupo na República Árabe da Síria”, declarou o comunicado do Ministério da Defesa da Rússia.
A cidade de Deir ez-Zor, bem como a base aérea militar nos seus arredores, está cercada por terrorista há mais de três anos. Há alguns meses, o Estado Islâmico conseguiu cortar as comunicações entre o Exército sírio na cidade e na base aérea.
Apesar de ataques regulares do Estado Islâmico, as tropas de Damasco em Deir ez-Zor continuam a defender a cidade. Os militares e civis sitiados recebem todos os suprimentos necessários por via aérea. Um bombardeamento aéreo da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos deixou pelo menos 18 mortos, entre eles três crianças, na cidade de Al Shaddadi, no nordeste da Síria, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos, sediado em Londres. Três combatentes do Estado Islâmico morreram no ataque, ocorrido na tarde do sábado contra uma mesquita na qual os rebeldes tinham concentrado os residentes para os doutrinar sobre o fardamento adequado para as mulheres, segundo a aplicação rígida das normas islâmicas que os extremistas tentaram, desde o início, impôr a todo custo nas regiões sob seu domínio.
No início de Agosto, um rapaz e uma rapariga perderam a vida e vários menores de idade ficaram feridos, alguns em estado grave, por um ataque aéreo contra uma escola da povoação de Hadach, ao leste de Al Shaddadi, lembrou a organização com sede em Londres.
A coligação comandada por Washington iniciou a sua campanha de bombardeamentos na Síria no dia 23 de Setembro de 2014, depois que os rebeldes autoproclamaram um califado nas áreas que conquistaram em território sírio e iraquiano.
A coligação oferece cobertura aérea às Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança liderada por milícias curdas, na cidade síria de Raqqa, considerada a capital do califado.
O Observatório já denunciou diversas vezes os massacres causados pelos aviões da coligação, que bombardeando outras regiões com a presença de extremistas, atingiram, em muitas ocasiões, civis, na maior crianças e mulheres. A coligação negou as acusações da organização, mas reconheceu erros tácticos que possam ter procado vítimas nas zonas apontadas pelo Observatório Sírio dos direitos Humanos. O Governo sírio acusou a coligação internacional de tentar mudar o rumos das coisas no terreno.

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