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Ataque dos EUA matou rebeldes

As forças militares dos Estados Unidos informaram ontem ter matado mais de 100 militantes fundamentalistas islâmicos na Somália na terça-feira quando realizaram um ataque aéreo contra o Al Shabaab, grupo rebelde ligado à Al Qaeda e que pretende derrubar o Governo somali.

EUA reforçam intervenções militares no continente africano
Fotografia: Mohamed ABDIWAHAB | AFP

O Comando dos EUA para a África informou que o ataque foi realizado num acampamento a 200 quilómetros da capital, Mogadíscio, e que os EUA vão continuar a operação contra os rebeldes.
O ataque realizado pelos Estados Unidos foi feito em coordenação com o Governo federal da Somália, segundo o Pentágono.
A agência de notícias estatal da Somália, Sonna, informou que “cerca de 100 militantes” foram mortos quando aviões dos EUA e soldados somali atacaram bases do Al Shabaab na área de Bur Elay, na região de Bay. O porta-voz do grupo rebelde somali Al Shabaab, por sua vez, negou o ataque.
“Isso é  propaganda”, disse Abdiasis Abu Musab à agência de notícias Reuters, na Somália.
Analistas referem que ataques aéreos dos EUA com um número tão elevados de rebeldes somalis são raros, mas não inéditos. Em Março de 2016, um ataque aéreo dos EUA matou 150 combatentes do Al Shabaab na Somália.
Mais cedo neste mês, os EUA alertaram para uma ameaça aos seus funcionários diplomáticos em Mogadíscio e aconselharam todos os funcionários não essenciais a deixarem a capital somali.
O Al Shabaab luta para derrubar o Governo federal de transição da Somália e impor o seu próprio regime no país do Corno de África. O grupo rebelde somali perdeu o controlo da maior parte das cidades da Somália desde que foi afastado de Mogadíscio em 2011, mas tem forte presença em partes do sul e do centro. Os EUA reforçaram recentemente a sua presença militar em África.

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