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Bissau deve cumprir o acordo de Conacri

As Nações Unidas recomendaram esta semana aos líderes da Guiné-Bissau para cumprirem os chamados acordos de Conacri de Outubro de 2016.

Mário Vaz exortado a superar as divergências com o PAIGC
Fotografia: Rogério Tuti| Edições Novembro


O Conselho de Segurança da ONU diz que o cumprimento dos acordos é essencial para ser resolvido o impasse político no país.
Por outro lado, as Nações Unidas elogiaram o papel da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CDAO), em todo o processo.
O actual Governo da Guiné-Bissau, dirigido pelo primeiro-ministro Umaro Sissoco Embaló, é de iniciativa presidencial e não conta com o apoio do partido que ganhou as eleições com maioria absoluta.
A Guiné-Bissau vive uma situação de crise institucional desde as legislativas de Abril de 2014, com um afastamento entre o PAIGC e o Presidente da República.
Os acordos de Conacri prevêem a formação de um Governo de união nacional e a nomeação de um primeiro-ministro definido como de consenso entre os diferentes partidos, e aceite pelo Chefe de Estado.
A Guiné-Bissau atravessa turbulências políticas desde a destituição em Agosto de 2015 de Simões Pereira do cargo de primeiro-ministro pelo Presidente da República, José Mário Vaz, uma decisão rejeitada pelo partido.
De acordo com os seus colaboradores, os dois homens não se entendiam relativamente à Administração do país.
A luta entre os apoiantes de Mário Vaz e os de Simões Pereira perturba o trabalho do Governo e do Parlamento apesar das tentativas de mediação da União Africana e da organização regional da comunidade de Estados da África Ocisdental.
Estas tensões preocupam a comunidade internacional, que havia saudado o retorno progressivo à ordem constitucional desde a eleição de Mário Vaz em Maio de 2014 neste país da África Ocidental.

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