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Boris Johnson substitui Theresa May como Primeiro-Ministro

Vários estadistas mundiais felicitaram ontem o novo líder do partido Conservador britânico, Boris Johnson, que hoje deve suceder a Primeira-Ministra Theresa May na chefia do Governo.

Fotografia: DR

O antigo ministro dos Negócios Estrangeiros britânico foi ontem declarado o vencedor da eleição interna no partido Conservador com 92.153 votos (66,3 por cento), enquanto o outro candidato finalista, o actual chefe da diplomacia, Jeremy Hunt, reuniu apenas 46.656 votos (32,7 por cento).
O resultado é o desfecho de um processo que se prolongou por seis semanas e decidido pelo voto limitado a cerca de 160 mil militantes do partido Conservador.
Foi desencadeado pela renúncia de Theresa May à liderança do partido a 7 de Junho devido à dificuldade em fazer aprovar no Parlamento o acordo de saída para o 'Brexit' que concluiu em Novembro com Bruxelas.
Boris Johnson só será nomeado Primeiro-Ministro pela rainha Isabel II após a demissão de Theresa May na tarde desta quarta-feira, após o debate semanal com os deputados na Câmara dos Comuns.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou, como é hábito, a sua conta no Twitter para felicitar aquele que deverá ser o novo chefe do Executivo britânico.
“Parabéns a Boris Johnson por se tornar o novo Primeiro-Ministro do Reino Unido. Ele será óptimo!”, escreveu Trump.
O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, manifestou a convicção sobre um reforço das relações turco-britânicas na sequência da designação de Boris Johnson para o posto de Primeiro-Ministro.Através de uma mensagem na rede social Twitter, Erdogan felicitou Johnson, que venceu a disputa para a liderança do Partido Conservador britânico e se prepara para substituir a Primeira-Ministra Theresa May.
Erdogan desejou sucessos a Johnson nas suas novas funções e acrescentou: “Acredito que as relações entre a Turquia e o Reino Unido vão florescer ainda mais durante esta nova era”, segundo a agência noticiosa AP.
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que quer continuar uma “amizade próxima” com o Reino Unido sob a liderança do seu futuro Primeiro-Ministro, Boris Johnson, en-
quanto o líder do Governo do Japão, Shinzo Abe, pediu para que sejam minimizados os efeitos do 'Brexit'.
“Dou os parabéns a Boris Johnson e espero uma boa cooperação entre os nossos dois países, que devem continuar unidos por uma amizade próxima”, escreveu a chanceler alemã na sua conta pessoal da rede social Twitter.
No dia em que se soube da escolha de Boris Johnson para Primeiro-Ministro britânico, também o líder do Governo do Japão saudou o dirigente Conservador, pedindo-lhe para minimizar os efeitos do Brexit sobre as empresas japonesas.
Na sua mensagem de congratulações, Shinzo Abe disse a Johnson que espera continuar a cooperar com o Reino Unido em questões de segurança e noutras áreas, aprofundando ainda mais a amizade entre os dois países.
Abe expressou o desejo de que o Reino Unido prossiga com a sua economia livre e activa na Europa, não descurando os interesses comerciais das empresas japonesas, que estão apreensivas com o resultado do Brexit.
O primeiro-ministro do Japão disse mesmo que esperava uma saída ordenada, com um acordo, do Reino Unido da União Europeia, o que, explicou, contribuirá para minimizar os efeitos do Brexit na economia mundial.

UE e o Brexit
A Comissão Europeia não está preocupada com a chegada de Boris Johnson à liderança do Governo britânico, garantiu ontem o vice-presidente Frans Timmermans, recordando que o acordo do Brexit firmado entre Theresa May e Bruxelas é “o melhor possível”.
“A política mundial está repleta de figuras 'coloridas' hoje em dia. Se não souberes lidar com elas, não há muito que possas fazer. A melhor solução é manter a nossa posição, de que este é o melhor acordo possível”, respondeu o primeiro vice-presidente do Executivo comunitário quando questionado sobre se a Comissão estava apreensiva com a eleição de Boris Johnson.
Frans Timmermans endereçou ainda um 'recado' ao novo Primeiro-Ministro britânico, dizendo esperar que a mensagem de que o acordo de saída do Reino Unido da União Europeia (UE) é “o melhor possível” seja “entendida em Westminster”.
O acordo foi firmado em Novembro pela anterior líder do Governo britânico, Theresa May, e pela Comissão Europeia, e já foi endossado pelo Conselho Europeu.

 

 

 

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