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Botswana acusa Trump de promover a caça furtiva

O Presidente do Botswana, Ian Khama, que se prepara para abandonar o poder, acusou o seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, de estar a encorajar os caçadores furtivos ao anular uma lei interna que impedia a importação de troféus de caça.

Fotografia: DR

A acusação de Ian Khama foi feita durante uma cimeira realizada no Botswana para discutir o problema da caça ilegal e dos efeitos que essa actividade tem para a preservação da fauna animal no continente africano.

Recentemente, os Estados Unidos anularam uma lei que impedia a importação de cabeças de animais que são habitualmente usadas para simbolizar \"troféus\" dos caçadores norte-americanos que viajam pelo continente africano.

O Presidente do Botswana lamentou esta decisão da administração Trump, sublinhando ela que volta a levantar um problema que se pensava já estar ultrapassado.

O Botswana acaba de proibir a caça no país, mas o seu Presidente teme que com a nova atitude dos Estados Unidos muitos caçadores se sintam encorajados em violar a lei, pois sabem que têm a possibilidade de enviar os \"troféus\" para o seu país..

Na referida cimeira, que decorreu recentemente no Botswana, foram discutidos os esforços necessários para fazer para combater a intensificação à caça ilegal, sendo mais uma vez recordado que, anualmente, milhares de elefantes são mortos no continente africano.

Na ocasião, o director e fundador da organização \"Elefantes sem Fronteiras\", Mike Chase, referiu que se tem assistido a uma diminuição do número de elefantes adultos abatidos mas, em contrapartida, aumentou o de recém nascidos.

\"Felizmente são menos os elefantes que são mortos por causa do marfim, mas aumentou substancialmente o número dos que são abatidos para os seus caçadores os exibirem como troféus\", disse Mike Chasen.

O Botswana apelou recentemente aos países vizinhos, nomeadamente ao Zimbabwe, África do Sul e Moçambique, para que sigam o sem exemplo e decretem também a proibição da caça.

 

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