Mundo

Bouteflika avança para quinto mandato

Abdelaziz Bouteflika, de 81 anos, disse domingo à noite que se candidata a um quinto mandato como Presidente da Argélia, apesar dos graves problemas de saúde que o afectam há anos, noticiou a agência oficial APS.

Abdelaziz Bouteflika
Fotografia: DR

 

No poder desde 1999, Bouteflika sofreu um acidente vascular cerebral em 2013 e, desde então, raras vezes foi visto em público, desloca-se de cadeira de rodas e nunca mais falou publicamente.

O anúncio foi feito numa “mensagem à nação” divulgada pela APS, quando falta menos de um mês para o fim do prazo para apresentação de candidaturas às presidenciais e põe fim a meses de especulação marcados pelo silêncio de Bouteflika, apesar de insistentes apelos dos seus apoiantes para que se apresentasse a votos.

Na semana passada, a coligação de partidos que o apoia, Aliança Presidencial, designou-o como candidato e, no sábado, o seu partido, a Frente de Libertação Nacional (FLN) organizou um comício de apoio ao chefe de Estado.

“Naturalmente não tenho a mesma força física que antes, algo que nunca ocultei do povo, mas a vontade inquebrável de servir a pátria nunca me abandonou e permite-me transcender os constrangimentos ligados aos problemas de saúde com que qualquer um pode um dia confrontar-se”, lê-se na mensagem do Presidente.

No texto, Bouteflika responde indirectamente aos que o acusam de querer apenas manter-se no poder afirmando que, se for eleito, vai convocar uma “conferência nacional” que agrupe “todas as forças políticas, económicas e sociais” do país para trabalhar num “consenso sobre as reformas e as mudanças” a desenvolver na Argélia.

Entre os temas a tratar por uma tal conferência, precisa, figurarão “uma presença mais forte dos jovens” nas instituições políticas, a necessidade de “vencer o flagelo da burocracia” e “aplicar mecanismos de democracia participativa” e reformas económicas “sem qualquer dogmatismo”.

Até ao momento apenas formalizaram uma candidatura às presidenciais de 18 de Abril o general na reserva Ali Ghediri e o líder do partido islâmico moderado, Abderazak Makri, apesar de 186 pessoas terem requerido os documentos oficiais para se candidatarem.

Tempo

Multimédia