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Burkina Faso: Ofensiva conjunta mata vários supostos jihadistas

Pelo menos, oito suspeitos de serem jihadistas foram mortos numa operação militar antiterrorista conjunta da Côte d´Ivoire e Burkina Faso, realizada nas duas últimas semanas nesta fronteira, informou o Ministério da Defesa ivoiriense.

Fotografia: DR

Durante a ofensiva, lançada no último dia 11 ao longo dos 580 quilómetros da fronteira terrestre que separa os dois países, "foi desmantelada uma base em território burkinabé" e "morreram oito combatentes armados de grupos terroristas", afirmou a mesma fonte, num comunicado, divulgado domingo e citado ontem pela agência Efe.

As tropas apreenderam armas, munições, motocicletas e equipamento informático, enquanto 28 suspeitos foram detidos e entregues aos serviços secretos dos dois países.

"Esta missão, a primeira do género entre os dois Exércitos, foi um sucesso operacional", afirmaram as autoridades marfinenses, sem fornecerem pormenores sobre os suspeitos de terrorismo.

As forças de segurança do Burkina Faso mataram, também, 47 "terroristas" na província do Kosovo (Oeste), na fronteira com o Mali, durante uma operação de desmantelamento de bases extremistas que custou a vida de dois polícias.

O Burkina Faso é um dos cinco países que compõem o G5 do Sahel, juntamente com o Mali, a Mauritânia, o Níger e o Chade, um grupo que luta contra o "terrorismo jihadista" na região.

Os ataques jihadistas no Burkina Faso, Mali e Níger aumentaram significativamente ao longo do último ano, apesar do apoio militar significativo da França.

No entanto, a Costa do Marfim escapou à violência que afecta os vizinhos, em-bora o país tenha sido alvo de um ataque da Al Qaeda no Magrebe Islâmico (AQIM) a um complexo hoteleiro na popular praia de Grand Bassam em 2016, que provocou 16 mortes.

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