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Cabo-Verde: PAICV critica governação de Ulisses Correia e Silva

A líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), na oposição, acusou, quinta-feira, o Governo de “mudar a realidade das coisas” e justificar tudo o que não fez em quatro anos com a pandemia da Covid-19.

Líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV),Ulisses Correia e Silva
Fotografia: DR

“Não é razoável, todavia, que o Governo, por causa desta pandemia, tente mudar a realidade das coisas e justificar tudo o que não fez nestes últimos quatro anos, quando os ventos estavam calmos e bastante favoráveis”, acusou Janira Hopffer Almada, no debate mensal no Parlamento com o Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, noticiou a Lusa.

A presidente do maior partido da oposição cabo-verdiana, que falava no debate sobre as Políticas Públicas para o mundo rural e medidas para o contexto de emergência, provocado pelo novo coronavírus, notou que o Governo já cumpriu quatro anos de mandato e governou num “ambiente internacional extremamente favorável”.

Para a líder partidária, o Primeiro-Ministro teve quatro anos “para fazer aquilo que qualquer Governo deve fazer”. “Isto é, implementar o programa de Governo! Teve ambiente, teve recursos! E teve todas as condições políticas e institucionais, para tomar as medidas que entendesse e cumprir o seu programa de Governo”, insistiu.

style="text-align: justify;">No debate, proposto pelo grupo parlamentar do PAICV, Janira Almada questionou o Primeiro-Ministro sobre o cumprimento de promessas com o mundo rural, as expectativas e preocupações dos agricultores e criadores de gado e se as famílias vivem hoje melhor. “Consideramos que, quatro anos depois, é tempo de lhe perguntar, com toda a franqueza, se o senhor acha que o seu Governo merece ser aprovado neste domínio tão sensível da vida sócio-económica do país”, prosseguiu a presidente do PAICV.

Janira Hopffer Almada questionou, ainda, o Governo sobre quantos agricultores e criadores de gado foram apoiados e quantos empregos foram criados com os 10 milhões de euros mobilizados, a nível internacional, em 2017, para mitigar os efeitos da seca e do mau ano agrícola. Para a presidente do maior partido da oposição, os últimos quatro anos de governação foram “uma oportunidade perdida” para uma abordagem sobre os impactos das mudanças climáticas e das secas que o Governo não aproveitou para promover a mudança da gestão das crises.

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