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Cabo Verde quer África nas grandes decisões

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, defendeu nas Nações Unidas uma representação permanente de África no Conselho de Segurança, no âmbito de uma reforma desse órgão que possa reflectir a evolução do mundo de hoje.

Primeiro-ministro cabo-verdiano defende lugar permanente no Conselho de Segurança
Fotografia: Timothy | afp

Ulisses Correia e Silva, que discursava na 72ª Sessão da Assembleia Geral da ONU na sexta-feira  em Nova Iorque, sublinhou que os fenómenos que ameaçam actualmente a paz global e causam sofrimento, sem poupar nenhuma região, justificam uma representação permanente de África no Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas. 
Ele manifestou, na ocasião, a sua preocupação com o actual contexto internacional, onde “não só persistem disputas antigas como proliferam novas crises políticas internas, conflitos armados, acções terroristas, o crime organizado, bem como outras manifestações transnacionais de cariz ideológico como o populismo, a supremacia racial, a xenofobia e a intolerância à diversidade humana e cultural”.
Manifestou também apoio às reformas que o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, pretende introduzir na organização para responder aos desafios da agenda de desenvolvimento 2030, reclamando por uma maior atenção à situação dos países de rendimento médio como Cabo Verde.
“Deve-se colocar um intenso foco sobre a situação particular de nações de rendimento médio, incluindo os países ao mesmo tempo Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, como Cabo Verde. Falta uma abordagem comum de resposta a essa categoria de países em termos de novas métricas de avaliação mais sistémica das suas necessidades de financiamento e vulnerabilidades estruturais”, referiu o ministro.
O chefe do Governo cabo-verdiano considerou igualmente, prioritária, para os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, “uma implementação acertada e célere do Acordo de Paris sobre as Mudanças Climáticas”. Ulissses Correia e Silva considera prioritário a defesa do clima.

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