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Candidatos acusados de racismo excluídos das eleições em Israel

Dois membros de um partido de extrema-direita acusados de racismo foram vetados pelo Supremo Tribunal de Israel e não poderão concorrer nas eleições legislativas de 17 de Setembro, noticiou ontem a AFP.

Fotografia: Dr

Integrantes do partido “Força Judaica”, Benzi Gopstein e Baruch Marzel não vão poder participar nas eleições, anunciou o tribunal em comunicado, que cita a lei que condena a “incitação ao racismo” por parte de candidatos.
O partido “Força Judaica” defende o princípio da exclusão dos inimigos de Israel afim de que estes emigrem com o objectivo de conservar o carácter judaico do Estado de Israel”, em referência aos palestinianos e árabes israelitas que cometem ataques anti-israelitas. Também promove a anexação da Cisjordânia, ocupada por Israel, onde vivem mais de 2,5 milhões de palestinianos.
O partido tem em suas raízes o rabino americano-israelita Meir Kahane, fundador do partido anti-árabe “Kach” e inspirador de Baruch Goldstein, autor em 1994 do massacre de 29 palestinianos que rezavam em Hebron, Cisjordânia. O Supremo Tribunal, no entanto, confirmou a candidatura de Itamar Ben-Gvir, o colono israelita que lidera a lista eleitoral do “Força Judaica” para as eleições de Setembro, célebre por defender judeus acusados de violência, incluindo os colonos radicais julgados por um incêndio na Cisjordânia em 2015 que matou um bebé palestiniano de 18 meses e seus pais. O Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu, líder do partido Likud, foi muito criticado por negociar a inclusão do “Força Judaica” na coligação de partidos de direita.

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