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Celebrada a primeira missa na Catedral de Notre-Dame de Paris após incêndio

O arcebispo de Paris, Michel Aupetit, celebrou ontem a primeira eucaristia em Notre-Dame, dois meses após o incêndio de 15 de Abril, sublinhando a identidade da Catedral como “lugar de culto”, a sua “finalidade própria e única”.

A celebração começou às 18 horas, (horário de Paris), 17h00 em Angola
Fotografia: DR

Na celebração, por ocasião da Dedicação da Catedral, D. Michel Aupetit afirmou que o templo mesmo depois do incêndio “é uma maravilha”, tal “como Maria é uma maravilha para todos os cristãos”.
É com muita emoção que estamos aqui, para celebrar a Dedicação desta Catedral, mas estamos profundamente felizes por poder celebrar aqui a Eucaristia. Foi para isso que ela foi construída. É também uma mensagem de esperança, de agradecimento a todos os que se emocionaram, aos que vieram a esta Catedral, símbolo da nossa França e também das suas raízes cristãs”, referiu, na saudação inicial D. Michel Aupetit, arcebispo de Paris.
“Se o lado maternal de Maria é um abrigo para os excluídos, a Catedral também é um porto de abrigo para os cristãos”, frisou o arcebispo de Paris.
A primeira Missa depois do incêndio de 15 de Abril contou com a participação de um grupo de 30 pessoas (entre sacerdotes, leigos, técnicos e jornalistas) com capacetes, de protecção por razões de segurança.
O fogo, que aconteceu no segundo dia da Semana Santa, alastrou-se pelo sótão da catedral para estender-se ao resto do edifício, com visíveis colunas de chamas e fumo.
O incêndio provocou elevados danos na construção, cujo pináculo colapsou.
A construção da Catedral, de estilo gótico, teve início em 1163 e foi concluída em 1345. No século XIX foi restaurada pelo arquitecto Viollet-le-Duc.
A Catedral de Notre-Dame é propriedade do Estado, de acordo com a lei francesa de separação Igreja-Estado de 1905, e o seu uso é atribuído à Igreja Católica.
O tecto, que desabou no fogo, datava de 1326 e tinha um peso de 210 toneladas, assentes numa estrutura em madeira de carvalho.
A construção foi encomendada pelo bispo Maurice de Sully e a primeira pedra colocada na presença do Papa Alexandre III, que ficou em Paris de 24 de Março a 25 de Abril de 1163, durante o reinado de Luís VII.

 

 

 

 

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