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Chade: Febre chikungunya atinge mais de seis mil pessoas

O Governo chadiano deu o alarme depois de mais de 6 mil pessoas terem sido detectadas como estando infectadas com o vírus chikungunya em Abéché (leste), a quarta maior cidade do país, revelou hoje o ministro da Saúde do Chade.

As recentes inundações em Abéché levaram à propagação de mosquitos, o que "explica o ressurgimento desta doença" na cidade, após mais de 30 anos sem casos.
Fotografia: DR

A primeira infecção deste vírus, que é transmitido aos humanos através de picadas dos mosquitos 'Aedes aegypti' e 'Aedes albopictus', foi detectada no passado dia 14 numa doente de 64 anos, disse Abdoulaye Sabre.

Desde então, foram noticiadas 6.163 infecções em Abéché, a capital da região de Ouaddaï, com pouco mais de 75.000 habitantes, onde a preocupação é generalizada. Até à data, o vírus não causou quaisquer mortes, mas as autoridades manifestaram preocupação com este surto.

"Colocámos todos os doentes em tratamento. Alguns já recuperaram, mas cerca de 3.000 pessoas ainda estão a ser tratadas", disse Sabre. "Estamos sobrecarregados e com pouca capacidade de recepção (dos doentes). Pedimos aos nossos parceiros que nos ajudem. Notificámos oficialmente a Organização Mundial de Saúde", disse o ministro.

Uma missão ministerial deixou hoje Ndjamena e dirigiu-se a Abéché para fornecer as orientações necessárias para responder à epidemia. "Depois da Covid-19, é mais um teste que estamos a passar aqui em Abéché. Não sabemos o que fazer. Temos medo de ir ao mercado, medo de ir à mesquita por causa da propagação desta doença", disse Adam Nassour, um residente da cidade, citado pela agência Efe.

As recentes inundações em Abéché levaram à propagação de mosquitos, o que "explica o ressurgimento desta doença" na cidade, após mais de 30 anos sem casos, disse o epidemiologista Djiddi Ali Sougoudi. O vírus chikungunya, contra o qual não existe vacina, causa febre, fadiga e dores na cabeça e articulações, náuseas e erupções cutâneas, sintomas que normalmente aparecem três a sete dias após a mordida do mosquito e podem durar até três semanas.

Este problema de saúde vem juntar-se à pandemia de Covid-19, que até à data causou 1.004 infecções e 77 mortes. Foram dados como recuperados 875 doentes, de acordo com os últimos dados oficiais.

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